segunda-feira, 13 de junho de 2011

Princípio do vazio (Joseph Newton)



Você tem o hábito de juntar objetos inúteis, acreditando que um dia, não sabe quando, poderá precisar deles?
Tem o hábito de juntar dinheiro, pois pensa que no futuro te poderá fazer falta?
Tem o hábito de guardar roupas, brinquedos, sapatos, móveis, utensílios domésticos e outras coisas que já não usa há bastante tempo?

E dentro de ti? 
Tem o hábito de guardar o que sente, discussões, ressentimentos, tristezas, medos, pessoas, etc?
Não faça isso!
É anti-prosperidade!
É preciso criar um espaço, um vazio, para que as coisas novas cheguem à tua vida.
É preciso eliminar o que é inútil em ti e na tua vida, para que a prosperidade venha.
É a força desse vazio que absorverá e atrairá tudo o que você deseja.
Enquanto estiver material ou emocionalmente carregado de coisas velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para outras oportunidades.
Os bens precisam circular.
Limpa as gavetas, os armários, o teu quarto, a garagem, dá tudo o que já não usa.
A atitude de guardar um montão de coisas inúteis, amarra a tua vida.
Não são os objectos guardados que param a tua vida, mas o significado da atitude de guardar.
Quando se guarda, considera-se a possibilidade de falta, de carência.
É acreditar que amanhã poderá faltar e você não terá meios de prover as tuas necessidades.
Com essa postura você esta enviando uma mensagem para o teu cérebro e para a tua vida:
 

1 – Você não confia no amanhã.
2 – Você crê que o novo e o melhor, não são para você, já que te alegra em guardar as coisas velhas e inúteis.
 

Renova-te…
Limpa a tua alma, joga fora os ressentimentos, as mágoas, os medos, os desentendimentos, as tristezas.
Essas coisas amarram a tua vida.
Guarda somente alegrias, carinhos, felicidade, confiança, fé, amigos, bondade, amor…
Coisas que te fazem voar bem alto.
Seja feliz.



Outro dia recebi este texto por e-mail, logo recebi um outro do Fernando Pessoa e nesta mesma semana cheguei ao capítulo Desapego do livro que estou lendo. Fiquei intrigado com tantas mensagens sobre o mesmo tema e então comecei a pensar, refletir, ficar em silêncio para sentir, perceber e agir, colocar em prática...
Achei tão gostoso o processo que resolvi convidar algumas pessoas... mas a coisa foi crescendo, tomando proporções maiores, até virar uma campanha aqui no Studio.
Em nossas conversas, citei algumas partes do texto do Joseph Newton, entre outras questões importantes quando o assunto é doação, caridade...
Falamos de atitudes egoístas e desrespeitosas, quando você se prontifica a separar algumas roupas para doação e coloca dentro de um saco aquelas peças que já estão furadas e rasgadas, sujas e manchadas...e que na verdade deveriam ir para o lixo e não para um outro ser humano.
Falamos da alegria de uma pessoa necessitada quando recebe uma peça de roupa limpa, cheirosa, praticamente nova! Mas também falamos da dificuldade de se desfazer de algo que você ainda usa, que ainda é útil pra você.
Nada de errado em "termos" coisas, porque nem é isso que importa, mas o que somos e o que nos tornamos mediante aquilo que temos ou não temos.

Se você quiser participar da campanha e trazer roupas, toalhas, cobertores ou calçados...estaremos recebendo aqui mesmo no Studio.
Se você quiser participar da campanha deixando sua palavra, seu pensamento...é só postar seu comentário.


*Por Favor, devido ao nosso horário de atendimento alternativo, pedimos que ligue antes de deixar suas doações aqui no Studio.


STUDIO KOBOLTZ
RUA LUIS GÓIS, 1248K - VILA CLEMENTINO
TEL. 5072.3799


A entrega das doações será no dia 01 de Julho na Associação dos Moradores da Favela Mauro.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Autonomia, dependência e independência durante a vida

por Elisandra Vilella G. Sé




Todos nós sentimos a necessidade de estar no controle dos eventos e situações da nossa vida, principalmente os que afetam nosso bem-estar, nossos objetivos e nossos ideais. Durante todo nosso curso de vida, da infância até a velhice estão presentes o exercício da autonomia, a condição de dependência e independência.

Autonomia significa o exercício do autogoverno, auto-regulação, livre-escolha, privacidade, liberdade individual e independência moral. Refere-se à liberdade de experenciar os eventos de vida com harmonia com os próprios sentimentos e necessidades.

Independência é a capacidade funcional, isto é a capacidade de realizar as atividades básicas do nosso dia-a-dia (alimentar-se, fazer a higiene pessoal, ir ao toalete, tomar banho, vestir-se, se locomover, etc...) e atividades instrumentais da vida diária (fazer compras, pagar as contas, usar meio de transporte, preparar uma refeição, cozinhar, cuidar da própria saúde, manter sua própria segurança) a ponto de sobreviver sem ajuda para o autocuidado e o manejo instrumental da vida.

A dependência significa a incapacidade da pessoa funcionar satisfatoriamente sem ajuda, quer por dificuldades físicas e/ou mentais.

Assim, autonomia, dependência e independência são condições que se entrelaçam. São condições presentes em nosso curso de vida com diferentes formas de manifestação pelas pessoas e por uma sociedade. É possível que uma pessoa seja dependente mas sem perder sua autonomia. 

Na medida que amadurecemos nos libertamos das relações e necessidades de apoio, segurança e assistência dos outros. A natureza da dependência e da autonomia se transforma ao longo da vida e o equilíbrio dessas duas condições vai se alterando. A busca de identidade e individualidade propicia o desenvolvimento da autonomia. A autoconfiança e senso de agenciar a própria vida nos dão a certeza de que não estamos sozinhos.

Existem três dimensões que influenciam a dinâmica autonomia, dependência e independência ao longo da vida, são as dimensões biológicas, sociais e psicológicas. Ou seja, o crescimento e mudanças biológicas, as exigências sociais e antecedentes psicológicos assumem diferentes pesos em diferentes fases na vida de todos nós. Assim, quando bebê, e na infância, somos mais dependentes devido às exigências biológicas, devido às limitações físicas e mentais naturais e na vida adulta nossa autonomia e independência é afetada mais pelas exigências sociais e por metas individuais. Por isso, ser dependente no contexto da vida adulta tem um sentido bem diferente da dependência na infância.


Na vida adulta e na velhice, a adequada fusão da dependência e independência, depende do senso de agência e autonomia. É importante lembrar que existe uma relação entre as competências da pessoa e as exigências de seu ambiente e da sociedade em que se vive.

Muitas vezes a dependência física é confundida com perda de autonomia, por isso vemos freqüentemente que o senso comum considera que com o envelhecimento os idosos são vulneráveis a perder o controle de suas vidas. O ambiente social tem uma grande responsabilidade sobre as condições de autonomia, dependência e independência do indivíduo idoso.
 
O fato de outras pessoas no ambiente ajudar nas necessidades biológicas de uma pessoa não significa que ela não possa exercer seu papel efetivo em seu próprio desenvolvimento, ou seja, ter um domínio de seu contexto social. Em instituições, por exemplo, como os asilos e casas de repouso, muitas vezes a dependência física é confundida com dependência para a tomada de decisão, o que dá origem à perda da individualidade.


Superproteção e dependência

Ambientes superprotetores e de baixa exigência também geram dependência, indicação para que os cuidadores familiares e profissionais não pensem o cuidado como fazer pelo idoso, mas como dar-lhe a ajuda necessária para que se comporte na medida de suas possibilidades. A perda de domínio sobre a própria vida e sobre o próprio ambiente pode ter conseqüências negativas significativas para a saúde física e mental em todas as idades.

A autonomia é uma necessidade básica do ser humano e essencial ao bem-estar subjetivo dos indivíduos. Torna-se muito importante selecionar eventos na vida que podemos exercer de forma plena e satisfatória nossa autonomia e nelas investir. Aceitar a diminuição do desenvolvimento físico ou mental sem reagir, como aspecto inevitável do declínio biológico pode impedir a pessoa de explorar suas capacidades. Por outro lado, o fato de os idosos também descobrir que podem controlar o ambiente pela dependência também pode ter um efeito benéfico.

O grande exercício da vida é o aprendizado em diferenciar quando o controle da própria vida é compensatória e quando não é. E é assim que todos agem quando pedem forças para modificar aquilo que pode ser modificado, paciência para aceitar aquilo que não pode ser modificado e sabedoria para perceber a diferença, como aborda a prece da Serenidade.