terça-feira, 21 de agosto de 2012

MEDITAÇÃO


   
Criar e manter o hábito de meditar é um dos maiores desafios da prática, mesmo para quem aparentemente já conhece a importância dela e está decidido a se dedicar diariamente. Pra tentar ajudar no início, o ex-jornalista, escritor e blogueiro Leo Babauta, autor do blog Zen Habits, expõe cuidados básicos mas muito importantes para que a prática comece bem e continue bem, mesmo que possa parecer superficial por causa do tempo curto.

Mesmo que você pretenda mergulhar numa prática mais longa e associada a alguma grande escola de sabedoria, que para muitos é passo fundamental na busca séria e dedicada do auto-conhecimento, a disciplina e o hábito são virtudes essenciais em qualquer prática de meditação, de qualquer origem e método. Nesse sentido, as dicas abaixo são bastante úteis.

COMO MEDITAR DIARIAMENTE
Por Leo Babauta (Zen habits)

“Há várias e várias maneiras de meditar. Mas nossa preocupação não é encontrar uma forma perfeita de meditação – é criar o hábito diário de meditar. E por isso nosso método será o mais simples possível.

1. Comprometa-se com apenas 2 minutos por dia. Comece simplesmente se você quiser que o hábito permaneça. Você pode fazer por 5 minutos se você se sentir bem, mas você tem que se comprometer mesmo é com 2 minutos em cada dia.

2. Escolha uma horário e um “disparador”. Não uma hora exata no dia, mas uma momento em geral, como de manhã quando você acorda, ou durante a hora do almoço. O disparador deve ser algo que você já faz regularmente, como beber a primeira xícara de café, escovar os dentes, almoçar ou chegar em casa do trabalho.

3. Encontre um lugar quieto. Às vezes a manhã é melhor, antes que os outros na sua casa estejam acordados e façam vários barulhos. Alguns podem encontrar um lugar em um parque ou na praia ou em algum lugar calmo. Realmente não importa onde – desde que você possa sentar sem ser incomodado por alguns minutos. Se você estiver num parque e algumas pessoas estiverem caminhando tranquilamente por perto não há problema.

 4. Sente-se confortavelmente. Não se preocupe muito com como se sentar, o que vestir, em que você vai sentar, etc. Particularmente gosto de sentar numa almofada no chão, com minhas costas coladas numa parede, porque sou muito inflexível. Algumas pessoas podem sentar com as pernas cruzadas confortavelmente. Outros ainda podem sentar numa cadeira ou sofá se achar que sentar no chão é desconfortável. Praticantes Zen geralmente usam um zafu, uma almofada redonda enchida com sumaúma ou trigo. Qualquer almofada ou travesseiro serve, e algumas pessoas podem sentar diretamente no chão.

5. Comece com apenas 2 minutos. Isso é realmente importante. A maioria das pessoas vão achar que podem meditar por 15 ou 30 minutos, e podem. Mas esse não é um teste de quão forte você é para permanecer em meditação – nós estamos tentando formar um hábito de longa duração. E pra fazer isso, queremos começar com apenas 2 minutos. Você vai ver que é muito mais fácil começar desse jeito, e criar um hábito com um começo pequeno como esse é um método muito mais inclinado a dar certo. Você pode expandir para 5 ou 7 minutos se você conseguir fazer por 7 dias seguidos, então 10 minutos se você puder manter por 14 dias seguidos, então 15 minutos se você manter por 21 dias seguindos, e 20 minutos para o mês inteiro.

6. Foque na sua respiração. Conforme você inspira, siga sua respiração pelo seu nariz, garganta, pulmões e barriga. Sente-se ereto, mantenha seus olhos abertos mas olhando para o chão e com um foco suave. Se quiser fechar os olhos, tudo bem. Conforme você expira, siga sua respiração de volta pro mundo. Se ajudar, conte – um inspire, dois expire, três inspire, quatro expire… quando chegar a 10, recomece. Se você se perder, recomece. Se você perceber que sua mente vai se perder (e ela vai), apenas preste atenção na sua mente se perdendo, então traga-a  gentilmente de volta para sua respiração. Repita esse processo pelos poucos minutos que você medita. Você não se sairá muito bem no início, provavelmente, mas ficará bom com a prática.

E é isso. É uma prática muito simples, mas você precisa fazer por 2 minutos, todo dia, depois de algum disparador. Faça isso por um mês e você vai ter criado um hábito de meditação diário.”




segunda-feira, 25 de junho de 2012

Movimento Expressivo

Movimento sugere libertade, liberdade de expressão, inclusive do mundo interno, das reações corporais orgânicas.
Descubra-se através da dança focada nas sensações, sentimentos e intuições, num encontro progressivo consigo e com o outro.

MOVIMENTO EXPRESSIVO

Próxima aula: sábado, 30/06 - 15h00
Studio Koboltz
Rua Luis Góis 1248 - tel. 50723799

sábado, 28 de abril de 2012

O CONVITE (Oriah Mountain Dreamer)


O nome é estranho, Oriah Mountain Dreamer, mas o poema dessa escritora canadense não é. “O Convite” é um desafio em forma poética, um poema lúcido, vívido e com uma circunferência que pretende incluir tudo que a vida é, principalmente o âmago das suas experiências. Das nossas verdadeiras experiências, não importa o quão felizes, tristes, solitárias ou coletivas. O que Oriah percebe como falso ou convencional, ela simplesmente diz (e repete ao início de cada verso): “não me interessa“.

Não me interessa o que você faz pra viver. Quero saber o que você deseja ardentemente, e se você se atreve a sonhar em encontrar os desejos do seu coração.

Não me interessa quantos anos você tem. Quero saber se você se arriscaria parecer que é um tolo por amor, por seus sonhos, pela aventura de estar vivo. Não me interessa que planetas estão em quadratura com a sua lua. Quero saber se você tocou o centro de sua própria tristeza, se você se tornou mais aberto por causa das traições da vida, ou se tornou murcho e fechado por medo das futuras mágoas.


Quero saber se você pode sentar-se com a dor, minha ou sua, sem se mexer para escondê-la, tentar diminuí-la ou tratá-la. Quero saber se você pode conviver com a alegria, minha ou sua, se você pode dançar loucamente e deixar que o êxtase tome conta de você dos pés à cabeça, sem a cautela de ser cuidadoso, de ser realista ou de lembrar das limitações de ser humano.


Não me interessa se a história que você está contando é verdadeira. Quero saber se você pode desapontar alguém para ser verdadeiro consigo mesmo; se você pode suportar acusações de traição e não trair sua própria alma. Quero saber se você pode ser leal, e portanto, confiável.


Quero saber se você pode ver a beleza mesmo quando o que vê não é bonito, todos os dias, e se você pode buscar a fonte de sua vida em sua presença. Quero saber se você pode conviver com o fracasso, seu e meu, e ainda postar-se à beira de um lago e gritar à lua cheia prateada: “Sim!”.


Não me interessa saber onde mora e quanto dinheiro você tem. Quero saber se você pode levantar depois de uma noite de tristeza e desespero, cansado e machucado até os ossos e fazer o que tem que ser feito para as crianças.


Não me interessa quem você é, como chegou até aqui. Quero saber se você vai se postar no meio do fogo comigo e não vai se encolher.


Não me interessa onde ou o que ou com quem você estudou. Quero saber o que o segura por dentro quando tudo o mais fracassa. Quero saber se você pode ficar só consigo mesmo e se você verdadeiramente gosta da companhia que tem nos momentos vazios.