segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O que você é...ninguém pode ser!

As pessoas mais felizes, não têm as melhores coisas
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos
Pense nisso! 
O que você tem, todo mundo pode ter
 Mas o que você é... Ninguém pode ser!

Clarice Lispector

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Liberte sua criança interior


Quando foi a última vez que você fez uma coisa pela primeira vez?



 Por Luiz Alberto Machado

É na nossa mais tenra infância que, utilizando uma combinação de espontaneidade, ingenuidade e curiosidade, descobrimos e aprendemos muitas coisas, sendo que algumas delas nos acompanharão por toda a vida, ajudando-nos a resolver problemas e superar desafios.

Lamentavelmente, esse trio – espontaneidade, ingenuidade e curiosidade – vai perdendo força à medida que nós vamos crescendo e passamos a receber uma série de limites e restrições que nos são impostos, primeiro em casa e na escola, e, mais tarde, nos demais ambientes que costumamos freqüentar.


Bob Pike, um dos mais fantásticos especialistas em aprendizagem acelerada, costuma abrir suas apresentações com as “leis de Pike”. Delas (cinco no total), duas aplicam-se como uma luva ao tema deste artigo. A primeira é que “adultos são crianças com corpos grandes”, o que significa que o cérebro do adulto está sujeito, em grande parte, aos mesmos estímulos dos cérebros das crianças. Por que então não deixar que esses cérebros “viajem”, exatamente como “viajam” os cérebros das crianças?


A segunda lei de Pike diz que “a aprendizagem é diretamente proporcional à quantidade de alegria e divertimento que você sente”. Se o jardim de infância foi o último momento de que você se recorda de ter ido para a escola satisfeito e entusiasmado, alguma coisa deve estar errada no sistema formal de ensino, uma vez que a maior parte das pessoas vai à escola emburrada e chateada, encarando-a como uma obrigação e um pesado fardo a carregar, num clima completamente diferente daquele clima de magia do jardim de infância, marcado pelas brincadeiras, pelos jogos, pelas salas coloridas e cheias de desenhos, e também pelo esforço das professoras em estimular a criatividade, a curiosidade e a sociabilidade.

Pois bem. As restrições e limites a que me referi aparecem muitas vezes traduzidos na palavra “não”, que, de acordo com estudos bastante respeitáveis, é a palavra que ouvimos com mais freqüência numa determinada fase de nossa vida. Essa sucessão de “nãos” é indicada por Floriano Serra, um executivo do setor farmacêutico que foi pioneiro, entre nós brasileiros, a enveredar pelos caminhos da criatividade, como um dos motivos pelos quais a maior parte das pessoas tem enorme dificuldade para explorar seu potencial criativo.

Em seu livro “E por que não?” , ele afirma que existem seis “pês” bloqueadores, responsáveis pelo aparecimento de nossos valores, crenças, preconceitos, paradigmas e percepções, que, por sua vez, funcionam como verdadeiros filtros, a partir dos quais enxergamos o mundo. A palavra que ele utiliza para se referir ao efeito bloqueador dos freqüentes “nãos” é proibições e os outros cinco “pês” bloqueadores são pais, professores, patrões, preguiça e perfeição, entendida esta última como a busca obsessiva da perfeição, que se transforma em obstáculo para inúmeras pessoas que não fazem quase nada por acharem que sempre falta alguma coisa. Trata-se do famoso “em busca do ótimo, não se faz o bom”.

Seguramente você é capaz de adicionar outros “pês” bloqueadores a essa lista, não é mesmo?

Os filtros apontados por Floriano Serra fazem com que pensemos sempre da mesma forma, naquilo que Frank Prince denomina de “pensar dentro da caixa”, ou seja, de forma sempre igual, numa rotina que não contribui em nada para a criatividade, o empreendedorismo e a inovação.
Há uma pergunta, que costumo fazer aos participantes de meus cursos e seminários que os deixa, quase que invariavelmente, numa situação constrangedora, dada a dificuldade que encontram para respondê-la. É a seguinte: “Quando foi a última vez que você fez uma coisa pela primeira vez?”

Resgatar a criança interior será fundamental para romper com esse círculo vicioso que caracteriza o dia-a-dia de muitos de nós, ajudando-nos a “pensar fora da caixa” e, em conseqüência, a termos mais estímulos para criarmos, empreendermos e inovarmos.

Como fazê-lo?

Que tal começar por fazer um inventário de coisas que fazíamos com enorme alegria e entusiasmo em nossa infância e que deixamos de fazer por conta dos nossos “pês” bloqueadores e de tantos outros bloqueios que fomos adquirindo – pelas mais diferentes razões – ao longo de nossas vidas?

Está feito o convite!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Quem é você...realmente?

Para assistir ao vídeo clique no link abaixo:

Who Are You.... Really - 15 Translation(s) | dotSUB

Tem legenda em Portugês, na barrinha do vídeo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Corpo de dor

Recentemente li uma entrevista feita com Eckhart Tolle. Em seguida procurei vídeos dele no youtube, assisti a quase todos, achei fascinante e vou compartilhar com vocês apenas uma de suas colocações. Poderão acessar o link a seguir para ver a entrevista na íntegra.

http://yogajournal.terra.com.br/show_yoga.php?id=1090


Quando você fala sobre o ego, é o mesmo que você chama de “cor­po de dor” nos seus livros? Não, o corpo de dor é o aspecto emo­cional do ego. O ego possui um aspecto mental, que são os pen­samentos com que você se identi­fica, especialmente pensamentos habituais sobre quem você é, e o ego possui também um aspecto emocional, emoções habituais que você experiencia. O corpo de dor é o acúmulo de dores emocionais ex­perienciadas no passado, que ainda vivem alojadas no corpo como um campo de energia. Essa é outra coi­sa muito importante para se estar consciente, pois é tão importante não se identificar com suas emo­ções como é não identificar-se com os seus pensamentos. Da mesma forma que você pode dar um passo, distanciar-se dos seus pensamentos e perceber que você não é o seu pensamento, mas sim a consciência por detrás; da mesma forma você pode sentir ou perceber sua emoção quando ela surge, e dar-se conta de que não é você.
 
Às vezes gosto de usar a expres­são: você percebe que você não é a emoção, mas sim o espaço no qual a emoção surge. Você não é o pen­samento, mas sim o espaço no qual o pensamento surge. Junto com isso vem uma paz interna e tam­bém uma aceitação interna. Isso é muito importante, a aceitação interna de tudo que possa surgir neste momento, porque já está lá, surgindo. Em vez de lutar contra uma emoção, pensar “eu não quero sentir isso” quando já estiver sen­tindo, simplesmente aceite a emo­ção que surge... Essa prática é um aspecto im­portante para descolar-se da emo­ção, pois quando você nega ou re­prime a emoção, somente torna-a mais forte. Assim pode dar um pas­so para trás e observar: sim, aí está! Você é o espaço antes disso.
 
Isso se aplica não somente aos pensamentos e emoções, mas a tudo que acontece na sua vida neste momento, tudo que surge externa­mente, qualquer situação em que você se veja dentro. É exatamente como funciona! Muitas pessoas vi­vem negando continuamente, sem aceitar o momento presente, pois querem chegar em outro momento quando acham que estarão melhor (risadas). Você precisa perceber que não existe esse tal de momento fu­turo. A vida consiste no momento presente, a vida se desdobra no es­paço do momento presente. Em ou­tras palavras, o momento presente é tudo que você tem e sempre teve na sua vida, nunca houve e nunca ha­verá nada na sua vida com exceção do momento presente. Você somen­te experimenta a vida no momento presente, e precisa entender isso não somente no nível intelectual, mas sentir ou experienciar a verda­de nessas palavras. É isso, tudo que você sempre possuiu é este momen­to. É de vital importância uma re­lação correta com o momento pre­sente, pois significa ter uma relação correta com a própria vida. Aceitação não somente dos pensamentos e emo­ções, mas também de tudo que acontece nesse momen­to, pois não pode ser de ou­tra forma, já é. Aceite esse momento como ele é, pois se há conflito com o que é, você sofre (risos).
 
Se você olha para o futuro para encontrar essa dimensão mais pro­funda em si mesmo, a qual está além do pensamento, você está na verdade olhando para o pensamen­to para achar essa dimensão mais profunda, uma ilusão. É por isso que muitos praticantes espirituais não chegam a lugar algum (risadas).
 
A resposta – e a essência da espi­ritualidade – está na descoberta da dimensão vertical em você. Não na dimensão horizontal de passado e futuro, não é onde mora a realiza­ção espiritual, mas sim na dimen­são vertical. Você pode ver: a cruz é a intersecção entre a dimensão vertical e a horizontal. Isso é a vida realmente, mas a maioria só enxerga a dimensão horizontal, passado e futuro, e perde a dimen­são vertical, que é o agora. Acredi­tam que o agora não é importante, o que é uma falácia tremenda, uma grande ilusão. Se você acha que o passado e o futuro são mais impor­tantes que este momento, sua vida é disfuncional, e isso é normal, como a maioria das pessoas ainda vive. A descoberta é que na sua vida não existe somente a di­mensão horizontal do passa­do e do futuro (que continua ali), mas que existe também a dimensão vertical da pro­fundidade. Na profundidade você encontra quem você é, a profundidade é inseparável do momento presente. Para a realização espiritual, ou para perceber quem você é além do eu produzido pela mente, além do corpo, não há nada que neces­site adicionar. Nada que necessite adicionar a você para estar mais completo, para então se encontrar, é uma falácia.
 
Há muita coisa na dimensão ho­rizontal que é útil, não nego isso. Você necessita da dimensão hori­zontal, é parte da sua educação, o conhecimento que foi adquirido é parte dessa dimensão. Você tem certo conhecimento na sua mente, aprendeu coisas na escola, na uni­versidade ou em experiências de vida. O tempo é necessário para aprender a tocar piano, para tornar-se bom em Yoga, isso tudo está na dimensão horizontal.
 
Não nego que esse nível também exista, mas se é a única dimensão que conhece, então sua vida é muita limitada, e acaba por encontrar mui­to sofrimento, frustração. O preen­chimento mais profundo nunca vem para você por meio da dimensão horizontal. Qualquer conquista no passado ou qualquer que seja a con­quista no futuro que adicione algo a você nunca irá trazer o preenchi­mento profundo, a felicidade com­pleta. Sobre felicidade, não uso essa palavra com frequência para não parecer superficial – uma profunda sensação de preenchimento é mais profundo que felicidade. A sensação de unidade com a vida. Essa possi­bilidade está aí para qualquer um, para todos. Mas ela não se abre até que você se dê conta da existência da dimensão vertical.
 
A dimensão vertical abre-se de uma maneira bem simples, abre-se assim que você diz sim ao momen­to presente, internamente, em vez de lutar, fugir, negar ou achar que o momento futuro será melhor. En­tão, quando você torna-se um com o momento presente, isso se abre e você não mais é um inimigo do momento presente, você não mais o nega e vê quão importante ele é. Quando você faz isso, e começa a viver dessa maneira, algo da dimen­são vertical se abre dentro de você. E de repente... oh!... a vida torna-se o momento presente, tudo se torna mais vivo e intenso. É a primeira coisa que as pessoas percebem, elas são o momento presente. Então, talvez eu esteja falando muito (ri­sos). Mas é tudo interconectado. Se me faz qualquer pergunta, irá tra­zer tudo... eu não posso responder a uma pergunta sem trazer a essên­cia em si do ensinamento.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

 

Filosofia Tolteca – Os Quatro Compromissos – Para Uma vida Melhor

 

 

 

 

Don Miguel Ruiz, nasceu numa família de curandeiros no México, ele é considerado um “nagal” da tradição toleteca. Nagal é como se chama em sua tradição quem ajuda iluminar e guiar o caminho de outras pessoas para que encontrem sua liberdade e hoje ele é percussor desta filosofia. Em seu livro “Os Quatro Compromissos” o livro da Filosofia Tolteca, ele diz assim:

“Quando crianças, não tivemos oportunidade de escolher nossas crenças, mas concordamos com a informação que nos foi passada sobre o sonho do planeta por intermédio de outros seres humanos….Crianças acreditam em tudo o que os adultos dizem. Concordamos com eles, e nossa fé é tão forte que o sistema de fé controla todo o nosso sonho de vida. Não escolhemos essas crenças, e poderíamos nos ter rebelado contra elas, mas não tivemos força suficiente para realizar essa rebelião. O resultado é ceder às crenças com nosso consentimento.
Chamo esse processo de domesticação de seres humanos.

Os quatro compromissos são:

1º Compromisso: Seja Impecável Com Sua Palavra.


Através da palavra torna-se possível a expressão do poder criativo. A palavra é um instrumento de magia: branca ou negra. Uma faca de dois gumes: pode materializar o mais exuberante dos sonhos ou destruir uma nação. Dependendo de como é usada, ela pode gerar liberdade ou escravidão. Ser impecável é não contrariar sua natureza, é assumir a responsabilidade por seus atos, pensamentos e sentimentos, sem julgamentos ou culpas. Sem peccatu. Ser impecável com a própria palavra é empregar corretamente a sua energia, ou seja, não desperdiçar ou perder energia e poder pessoal. É usar a palavra na direção da verdade e do amor por você. Se você se comprometer a ser impecável com sua palavra, basta essa intenção para que a verdade se manifeste por seu intermédio e limpe todo o veneno emocional que existe em seu interior.

 

2º Compromisso: Não Leve Nada Para o Lado Pessoal.


Se você leva tudo para o pessoal é porque concorda com o que está sendo dito. Ao concordar todo o veneno passa a fazer parte de você. O que causa seu próprio envenenamento é o que os toltecas chamam de importância pessoal, expressão máxima do egocentrismo. Nada do que os outros fazem é motivado por você, é por causa deles mesmos. Todas as pessoas vivem em seu próprio sonho, nevoeiro ou mente, inclusive você. Se você aceita o lixo emocional do outro, ele passa a ser seu também. Se você se ofender sua reação será defender suas crenças e criar mais conflitos. Então, se você fica brava comigo, sei que está lidando consigo mesma. Sou apenas uma desculpa para você se irritar e fingir que não tem medo. Mas na verdade, sua braveza é uma expressão do seu medo. Sem medo não existe motivo para se irritar, brigar ou me odiar. Sem medo, não há motivo para sentir ansiedade, ciúme inveja.

3º Compromisso: Não Tire Conclusões.


Temos a tendência a tirar conclusões sobre tudo. Interpretar tudo segundo nossa ótica, nossa mente, nossas crenças. É que acreditamos que elas são verdadeiras. Poderíamos jurar que são reais. Tiramos conclusões sobre o que os outros estão fazendo e pensando – levamos para o lado pessoal -, então os culpamos e reagimos enviando veneno emocional com nossa palavra. Por isso, fazemos presunções, estamos pedindo problemas. Tiramos uma conclusão, entendemos de modo errado, levamos para o pessoal e acabamos criando um grande conflito interno, familiar, profissional, mundial, do nada. Como ficamos com medo de pedir esclarecimentos, tiramos conclusões e acreditamos estar certos sobre elas; depois as defendemos e tentamos tornar a outra pessoa errada. Sempre é melhor fazer perguntas do que tirar conclusões, porque as conclusões nos predispõem ao sofrimento. O grande mitote* na mente humana cria um bocado de caos, que faz com que interpretemos mal e tudo errado. Apenas enxergamos o que queremos enxergar e escutamos o que queremos escutar. Temos o hábito de sonhar sem base na realidade. Literalmente, enxergamos e escutamos coisas com nossa embaçada imaginação.

4º Compromisso: Dê Sempre o Melhor de Si.


Na verdade, esse é o compromisso de colocar na prática os outros 3 compromissos. Nasceu com o direito de amar, de aproveitar e compartilhar seu amor. Você nasceu com o direito de ser feliz. Você está vivo. Portanto, tome sua vida e a aproveite. Não resista à vida que está passando através de você, porque é Deus passando através de você. Apenas sua existência prova a existência de Deus. Sua existência prova a existência da vida e da energia.


*Toda a sua mente é um nevoeiro que os toltecas chamam de mitote. Sua mente é um sonho em que mil pessoas conversam ao mesmo tempo, e ninguém entende o outro. Essa é a condição da mente humana – um grande mitote, e com esse grande mitote você não consegue enxergar o que realmente é.
Ser um guerreiro Tolteca, espiritual, é lutar contra esse nevoeiro".
Referências:
Os quatro compromissos – o livro da Filosofia Tolteca – Don Miguel Ruiz – editora Best Seller